Ex-diretora do Náutico denuncia gestor financeiro do clube e irmão do presidente por assédio sexual

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“Ele me perguntou se eu gostava de sexo a três”. “Ele disse que minhas sardas davam tesão nele”. “Ele chegou na frente de um funcionário de segurança privada e disse para não fazer nada que eu mandasse porque eu era uma imprestável”.

Essas são algumas das denúncias de assédio sexual e moral feitas pela ex-diretora da mulher e de operações do Náutico, Tatiana Roma, contra o atual superintendente financeiro do clube, Errisson Rosendo de Melo. Irmão do atual presidente executivo, Edno Melo.

O assunto veio à tona na segunda-feira quando a ex-funcionária usou suas redes sociais para expor os assédios, que também foram registrados em um Boletim de Ocorrência na 1ª Delegacia de Polícia da Mulher, no bairro de Santo Amaro, no Centro do Recife, no último dia 12 de novembro.

Foram apontados os supostos crimes de importunação sexual (pena de um a cinco anos de reclusão) e contra a honra, como injúria (um a seis meses de detenção, ou multa), calúnia (seis meses a dois anos de detenção, e multa) e difamação (três meses a um ano de reclusão, e multa).

Segundo consta no Boletim de Ocorrência, os assédios foram registrados entre maio de 2020 e julho deste ano, quando a ex-funcionária deixou o clube. Em entrevista, Tatiana deu mais detalhes e revelou ter sofrido “pressões” e “intimidações” de outras pessoas ligadas ao clube. Entre elas, o presidente do Conselho Deliberativo, Alexandre Carneiro.

“Primeiro fiz uma denúncia ao Conselho Deliberativo, a princípio sigilosa do caso. O sigilo nesse caso era para que a denúncia, a princípio, não saísse do conselho. E não fizeram nada. Alexandre (Carneiro, presidente do Conselho) me chamou na sala dele me dando pressão para tirar a denúncia, me pedindo para segurar isso para 2022” relatou.

(Trecho do Boletim de Ocorrência — Foto: Reprodução)

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