Cuba proíbe manifestação, mas organizadores mantêm passeata por mudança de regime

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Os organizadores de uma marcha cívica em Cuba, que está sendo convocada para o dia 15 de novembro, anunciaram, nessa terça-feira (12), que apesar da proibição pelas autoridades cubanas manterão o manifesto. O governo cubano classifica os atos como ‘provocação’ apoiada por Washington para tentar mudar o regime na ilha.

Em julho, o país vivenciou uma onda de protestos inéditos em dezenas de cidades, que terminou com um morto, dezenas de feridos e centenas de pessoas detidas.

Em Havana, o dramaturgo Yunior García, organizador da manifestação na capital e líder do Archipiélago, lamentou as acusações sobre financiamento dos Estados Unidos.

“Sempre, qualquer coisa que o cubano faça, vão dizer que são os mandos de alguém em Washington, como se nós cubanos não pensássemos, não tivéssemos cérebro”, afirmou. “Qualquer cubano sensato quer mudanças para o bem, qualquer cubano sensato quer que em Cuba haja mais democracia, que haja mais progresso, que haja mais liberdade, em todos os sentidos”, disse

O governo cubano, que nega a existência de presos políticos em Cuba, considera ilegal a oposição por entender que os atos seriam financiados pelos americanos.

O porta-voz do Departamento de Estado americano, Ned Price, criticou a proibição da passeata e pediu ao governo cubano que respeite os direitos fundamentais. “É a liberdade de expressão, é a liberdade de se reunir pacificamente que o governo cubano negou ao seu povo”, disse Price em Washington.

“Pedimos ao governo cubano o respeito às e aos direitos fundamentais dos cubanos”. Ele negou que as demandas tenham a ver com Washington, e afirmou que as mesmas se devem a “desejos insatisfeitos do povo cubano de liberdade, dignidade e prosperidade”.

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