Miliciano, preso em Queimadas, construiu fortaleza com esconderijo subterrâneo

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A Polícia Civil da Paraíba deu detalhes durante entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira (29), sobre a prisão do miliciano Almir Rogério Gomes da Silva, na cidade de Queimadas, no Agreste do Estado. Ele é apontado, em suposta delação vazada à imprensa fluminense, como um dos envolvidos no assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes, em março de 2018.

Segundo o delegado de Repressão ao Crime Organizado (Draco), Diego Beltrão, a Polícia da Paraíba cumpriu mandatos expedidos pela Justiça do Rio de Janeiro e agora passa a investigar se Almir comentou também crimes no Estado, na região de Queimadas, onde ele estava refugiado. Já a investigação sobre o envolvimento ou não na morte da vereador Marielle fica a cargo da Polícia fluminense.

“Ele é suspeito de vários homicídios, e segundo informações da imprensa, uma possível delação vazada como mandante da morte de Marielle. Porém, como não é investigação da Polícia da Paraíba, só quem pode responder é a Polícia do Rio de Janeiro”, afirmou ele ao revelar que Almir deve ser transferido para o Rio de Janeiro, onde ficará a disposição da Justiça.

Fortaleza construída em Queimadas
O delegado apontou que recebeu a informação de que Almir e outros comparsas estariam na cidade de Queimadas. A partir dela, a Draco deu prosseguimento no mandato de prisão. O suspeito, segundo a Polícia, construiu uma ‘fortaleza’ no município, inclusive com esconderijo subterrâneo.

“A informação é que ele construiu uma residência, uma verdadeira fortaleza, inclusive preparada para intervir se a Polícia fosse ao local, com esconderijo subterrâneo. Ele tentou fugir, mesmo assim, em ação rápida, prendemos em flagrante e ele agora está à disposição da Justiça”, disse Diego.

Sobre a investigação da
Preso no município de Queimadas, interior paraibano, na noite dessa quarta-feira (28), Almir Rogério Gomes da Silva, natural do município, era procurado no Rio de Janeiro (RJ) há cerca de um ano. Entre as acusações, extorsões, venda ilegal de botijões de gás e homicídios. Mais recentemente outra suspeita entrou para a lista do carioca, dessa vez, relacionado a um dos crimes de maior repercussão no Brasil: o assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes em março de 2018.

Almir é apontando como líder da milícia que seria responsável pela execução da parlamentar após o vazamento de uma suposta deleção ao Ministério Público. O grupo atuaria em Jacarepaguá, zona oeste do Rio. Em entrevista à revista Veja, no mês de julho, a viúva do miliciano Adriano da Nóbrega — morto em fevereiro de 2020 — apontou que a milícia do Gardênia Azul, que seria liderada por Almir, procurou Nóbrega para discutir um plano para assassinar a vereadora Marielle Franco. Júlia Lotufo estaria negociando um acordo de delação premiada.

Entre outras denúncias o Ministério Público acusa Almir de um assassinato ocorrido no dia 12 de outubro de 2018. De acordo com o MP, Almir autorizou outros três milicianos a matar um homem na comunidade do Gardênia Azul, na mesma região. A vítima, Eliezio Victor dos Santos Lima, teria brigado com a sua esposa, o que teria desagradado os milicianos, segundo a investigação.

Segundo as investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/RJ) o crime foi cometido em “atividade típica de grupo de extermínio e ainda determinado por motivação torpe, pois os denunciados mataram a vítima para reafirmarem o poder paralelo e o controle violento que exercem na localidade, dominada por uma milícia coliderada pelo denunciado”.

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