‘Ninguém tem garantia’, afirma Wilson sobre vaga na majoritária e diz que estratégia é construir chapa com nomes de JP, CG e Sertão

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on telegram

O deputado estadual e líder do governo na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Wilson Filho (PTB), afirmou durante entrevista ao programa Rede Verdade, da TV Arapuan, nesta sexta-feira (23), que ainda não há definições de nomes na composição da chapa majoritária de reeleição do governador João Azevêdo (Cidadania). Ele revelou ainda que tem sido discutido, de forma interna, uma linha estratégica de nomes onde as três macrorregiões do Estado, João Pessoa, Campina Grande e Sertão, tenham uma representação nessa composição.

Questionado sobre a demora na definição e um possível descontentamento do senador Veneziano Vital (MDB), que faz parte da base governista desde o projeto de eleição, em 2018, mas que não teve o nome garantido em uma possível indicação na chapa majoritária, o líder do governo apontou que ‘ninguém tem garantia de espaço’ e que algumas regras estratégicas do processo eleitoral precisam ser respeitadas.

“Eu vou falar pela primeira vez sobre a minha opinião quanto a isso, até porque procuro me conservar bastante e sempre estou entre amigos. Veneziano foi o meu senador, nós temos uma relação próxima de todas essas pessoas que construíram a vitória e a eleição de João Azevêdo, mas eu acho que para o próximo ano algumas regras estratégicas precisam ser respeitadas e a partir delas ninguém tem garantia de espaço, porque todos têm grupos. Veneziano sozinho tem um tamanho, com os amigos ele tem outro. Isoladamente ele tem uma força, com o MDB inteiro ele tem outra e assim são todos os outros. É nisso que eu acredito, que a chapa de João Azevêdo ela vai e precisa ser construída sobre a sua liderança, ninguém monta chapa por ele, é ele quem precisa decidir e liderar, e obviamente nomes se colocam a disposição”, disse Wilson Filho.

Sobre uma possível pressão de grupos que anteciparam nomes, Wilson afirmou que esse não é o momento de definições e que as discussões vão ficar mais a frente. “Não cabe pressão agora, não precisa. Agora o que posso dizer é uma coisa; a estratégia que o governo precisa e deve adotar, e digo mais, pelo o que estou entendendo, já há uma solidificação dessa tese dentro dos aliados do governo, de que a chapa respeitará a estratégia geopolítica do Estado, onde teremos um representante de João Pessoa, um de Campina e outro do Sertão. Obviamente, existe uma projeção de nomes ao Senado e a partir da decisão do governador João Azevêdo, nós teremos a outra região sendo beneficiada com a outra vaga. E existem muitos nomes para isso, e os nomes não se discutem agora, o que precisamos ver é todas as regiões sendo representadas pelo governador João Azevêdo”, disse.

Sem nomes, com estratégia, mas a definição é de João

“Eu defendo uma estratégia geopolítica para montagem de chapa, por enquanto ainda não defendo nomes. Como líder do governo eu não posso expressar minha opinião por nome, eu posso de forma clara minha opinião por uma boa estratégia, porque ela fará com que o governador possa chegar a todas as regiões do Estado, e claro, com a força que tem ele próprio e ele irá, como maior líder desse grupo. O papel de líder é esse e a decisão precisa ser dele e quem tem interesse de participar coloca as pretensões, o nome à disposição e a própria expressão diz, a disposição, de quem? De João, porque é ele quem vai decidir”, afirmou.

Confira a íntegra da entrevista concedida ao jornalista Luís Tôrres:

Destaques

As Mais Lidas​

Notícias Relacionadas