Legalização da maconha para uso medicinal divide opinião de especialistas no Frente a Frente

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A legalização da maconha para uso medicinal dividiu opinião de especialistas na noite desta segunda-feira (24), durante o programa Frente a Frente, da TV Arapuan. A iniciativa tramita no Congresso Nacional e se aprovada, deve ser vetada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

De acordo com Luciano Lima, co-fundador da Associação Brasileira de Apoio à Cannabis Esperança, defendeu a regulamentação da medida e lembrou que o objetivo visa salvar vidas. “Ninguém quer legalizar para que as pessoas saiam fumando por aí, queremos salvar vidas”, disse.

Por sua vez, o deputado federal Osmar Terra (MDB-RS) se mostrou taxativamente contrário ao uso medicinal da maconha e lembrou que a partir do momento que se facilitar o acesso o consumo tende a aumentar. Ele citou como exemplo o caso do álcool e disse que a maconha causa muito mais danos do que possíveis benefícios. “Essa é uma tentativa de se usar a doença de algumas crianças como escudo para se aprovar a proposta”, destacou.

Osmar Terra ressaltou que a maconha causa diversos problemas à saúde, como por exemplo, danos ao cérebro, retardo mental e dependência química. “Querem passar a ideia que maconha cura tudo”, comentou.

Já a vereadora de João Pessoa, Eliza Virgínia (Progressistas) disse não ver sentido em se aprovar uma lei neste sentido. Ela garantiu ser favorável ao tratamento, mas ponderou no sentido de que o governo federal pode solucionar a questão e evitar que as pessoas plantem para o consumo próprio.

Eliza questionou se a lei, após aprovada, não poderia servir para que pessoas jurídicas não fossem uma forma de facilitar o direito de traficantes usarem drogas. “Se a gente não consegue controlar o que é proibido, imagine se liberassem”, afirmou.

A proposta está tramitando no Congresso Nacional e deve ser votada em breve pelo plenário.

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