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15 de May de 2021

DEPOIMENTO

Luiz Henrique Mandetta depõe na CPI da Covid e diz que tomou medidas baseadas na ciência

04/05/2021 | 13h02min
Ex-ministro Mandetta – (Foto: Agência Senado)

O ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, depôs nesta terça-feira (4) na CPI da Covid. Ele foi o primeiro titular da Saúde do governo Bolsonaro e esteve à frente da pasta entre janeiro de 2019 e abril de 2020. Ele foi ouvido na condição de testemunha, quando há o compromisso de dizer a verdade sob o risco de incorrer no crime de falso testemunho.

Em sua fala, Mandetta afirmou que tomou medidas baseadas em três pilares, defesa da vida, no fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e na ciência. “O que só me resta dizer que a tomada de decisão foi em cima de três pilares: a defesa intransigente da vida, que foi o princípio número um, não haveria nenhuma vida que não fosse valorizada; o SUS, como meio para atingir; e a ciência, como elemento de decisão. Esses foram os três pilares sob os quais nós construímos o eixo de prevenção, de atenção, de testagem, de hospitalização e de monitoramento da doença”, afirmou.

Confira alguns trechos:

Medidas baseadas na ciência
“Nós não tomamos nenhuma medida que não tenha sido pela ciência e a ciência é essa, é isso que recomendava. Agora, a posteriori, nós vimos pararem muitas coisas e não colocarem outras no lugar. A testagem é uma delas.”

Diálogo com municípios
“A função do Ministério da Saúde é antecipar, dialogar, dar suporte técnico, fazer as portarias de acordo com a necessidade do sistema de saúde […] Nós fizemos inúmeras portarias técnicas. O protocolo de atendimento, protocolo de atendimento respiratório, a organização da unidade básica de saúde como porta de entrada, a telemedicina. São todas portarias. Portaria técnica sobre o sistema de sepultamento […] Tudo feito dentro de parâmetros científicos, técnicos, com orientação técnica do Ministério da Saúde. Temos uma lista grande portarias e elas estão todas no site do Ministério da Saúde.”

O início da pandemia no Brasil
“Nós tínhamos uma informação: trata-se de um vírus novo, da classe coronavírus, que faz uma pneumonia, que tem transmissão comunitária e tem transmissão entre humanos. Basicamente era essa a informação que nós tínhamos, era a pedra bruta. A primeira reação da Organização Mundial de Saúde foi dar um alerta internacional nesse comitê dela de emergência e manter todos os voos da China, manter o funcionamento, a orientação é que nós tínhamos que simplesmente ficar vigilantes.”

Vacinas
“Naquele momento nós tínhamos uma lista de iniciativas. Nós sabíamos, tínhamos a perfeita convicção que doença infecciosa à vírus a humanidade enfrenta com vacina […] A porta de saída era a vacina, mas ela ainda estavam no momento de concepção de fórmula ou na fase 1. Em maio, depois de eu ter saído do ministério, é que a primeira vacina começa a ter a fase 2 […]Teria ido atrás como um prato de comida. A gente sabia que a saída era pela vacina.”

Testagem em massa
“Eu acho que nós tivemos em um determinado momento um caminho traçado pelo Ministério da Saúde para testagem, para utilização da atenção primária […] Nós tínhamos um caminho, nós sabíamos para onde nós iríamos. Nós tínhamos claramente que nós iríamos testar, bloquear ao máximo possível os contágios, identificá-los. E nós iríamos tratar, via atenção primária, e ampliar a nossa rede de atendimento hospitalar. Isso era a maneira como nós focávamos. Nós não tomamos nenhuma medida que não tenha sido pela ciência, e a ciência é essa, é isso que recomendava. Agora, a posteriori, nós vimos pararem muitas coisas e não colocarem outras no lugar. A testagem é uma delas.”

Isolamento social
“Seria adequado [o isolamento social] por causa do índice de transmissão do vírus. O vírus era muito competente. Estávamos com um sistema que não tinha condição de responder. Doença infecciosa viral é prevenção. Não tem outra maneira. Não é possível se fazer gestão de doença infecciosa sem separação […] Naquele momento era importante porque tínhamos números baixos de casos […] Essa doença não estava no povão. Quando ela entrasse nas pessoas que estão nas áreas de exclusão e essas pessoas viessem para o SUS, esse sistema tinha que ser preparado e redimensionado.”


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