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23 de January de 2021

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Banido pelo Twitter, Trump usa conta presidencial e posts são deletados

09/01/2021 | 11h00min

Banido permanentemente do Twitter, após postagens recentes relacionadas à invasão de seus apoiadores ao Congresso americano, o presidente americano Donaldo Trump, usou a conta presidencial para escrever aos seguidores sobre uma plataforma alternativa. As mensagens também foram imediatamente deletadas pelo Twitter.

À CNN, um porta voz do Twitter apagou os quatro posts publicados por Trump no @POTUS. A alegação é que o presidente usou outra conta para escapar da suspensão, o que também é contra as regras da plataforma.

“Tomamos medidas para garantir isso em relação aos tweets recentes da conta @POTUS. Para contas governamentais, como @POTUS e @WhiteHouse, não suspenderemos essas contas permanentemente, mas tomaremos medidas para limitar seu uso”, avisou, em seguida.

Nas mensagens que foram deletadas, Trump dizia aos seus seguidores sobre a migração para plataformas alternativas e que ele e os seus apoiadores não seriam calados.

“Estamos negociando com vários outros sites e teremos um grande anúncio em breve. Enquanto também olhamos para as possibilidades de construir nossa própria plataforma em um futuro próximo. Não seremos silenciados”, escreveu ele.

“Após criteriosa análise dos tweets recentes da conta do presidente Donald Trump e o contexto em torno deles, suspendemos permanentemente seu perfil diante do risco de mais incitações à violência”, escreveu o Twitter.

Anteriormente conta de Trump já havia sido bloqueada por 12 horas após ele utilizar as redes para comentar as manifestações em Washington DC. O presidente americano também foi banido de outras redes sociais, como Facebook e Instagram, por acusar, sem provas, a eleição do país de ter sido fraudada. Além disso, a plataforma de mídia social Parler, do Google, foi suspensa até que seja adotada “moderação de conteúdo” no aplicativo.

O Parler é para onde migraram muitos apoiadores de Trump após serem expulsos do Twitter. Jair Bolsonaro e seus filhos também tem contas no app que ficou conhecido como “Twitter dos conservadores”.

Atualmente o App ainda tem problemas que violam as políticas do Google como permitir aos usuários postarem ameaças a autoridades eleitas e planos para organizar a marcha que culminou com a invasão ao Capitólio.

Em comunicado o Google afirmou que “a fim de proteger a segurança do usuário no Google Play, nossas políticas de longa data exigem que os aplicativos que exibem conteúdo gerado pelo usuário tenham políticas de moderação e fiscalização que removem conteúdo flagrante, como postagens que incitam à violência”.

“Todos os desenvolvedores concordam com esses termos e lembramos Parler dessa política clara nos últimos meses. Estamos cientes de postagens contínuas no aplicativo Parler que buscam incitar a violência contínua nos EUA.”

Banimento de Trump

No Twitter, na quarta-feira, o presidente tentava convencer os Congressistas a se recusar a certificar a vitória de Joe Biden nas eleições de 2020. O presidente pressionou seu vice, Mike Pence, que presidia a sessão, a não certificar a vitória do rival. Pence respondeu que não tinha poder para invalidar os resultados da urna.

Trump continuou os discursos afirmando, sem provas, que as eleições haviam sido fraudadas, incentivando a invasão do Capitólio, por grupos pró-trumpistas. O vice-presidente e os congressistas que estavam no local foram retirados às pressas, e cinco pessoas morreram. Enquanto isso, Trump divulgava imagens das manifestações e pediu que os manifestantes não atacassem a polícia, mas em vez de criticá-los, ele disse “Entender a dor” e chamou os apoiadores de “especiais”.

Trump, seu filho Donald Trump Jr, e seu advogado Rudy Giuliani — ex-prefeito de Nova York — podem ser investigados por incitarem a invasão ao Capitólio. Em entrevista à emissora ABC o procurador-geral de Washington DC, Karl Racine, afirmou que o trio ajudou a disseminar a ideia de “justiça combativa” nos manifestantes.


Redação

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