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21 de June de 2021

TRATAMENTO DA COVID

Estados defendem manutenção de estrutura criada na pandemia

27/08/2020 | 21h00min
“Liberamos mais 10 leitos de UTI para pacientes do Covid-19 no Hospital Metropolitano. No Sábado estaremos recebendo mais 30 dos 105 respiradores adquiridos pelo Estado e assim, mais 30 leitos de UTI serão liberados”. Foto: Reprodução/Twitter

Neste ano, o governo federal ampliou o aporte de recursos em saúde em razão da pandemia do novo coronavírus. Isso foi possível  com a permissão do Congresso de superação do teto de gastos com o chamado “orçamento de guerra”. Mas como ficam as estruturas implantadas no ano que vem?

Este foi o questionamento apresentado pelo Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass) ao Ministério da Saúde durante a reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), em Brasília.

O presidente da entidade, Carlos Eduardo de Oliveira Lula, lembrou que foram habilitados 11 mil leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 21 mil leitos foram colocados à disposição no Sistema Único de Saúde.

“Parece que a sociedade não vai aceitar que a gente feche estes leitos, retroceder para o ponto anterior porque não vamos ter recurso para manter isso para o futuro. Vamos ter que começar essa discussão, procurando caminhos para a gente procurar soluções viáveis”, ressaltou o presidente do Conass.

Saúde Digital

Na reunião da CIT, também foram apresentadas pela equipe do Ministério da Saúde três propostas relacionadas à saúde digital. A primeira é o uso do CPF como forma de identificação em vez da carteira de saúde. Esta última poderá ser utilizada uma vez que ainda há pessoas sem CPF no Brasil, mas o intuito é passar a utilizar esse documento.

O secretário executivo da pasta, Élcio Franco, destacou que o uso do CPF poderá ajudar no acompanhamento do uso do atendimento do SUS em relação aos planos de saúde. “O uso do CPF vai facilitar o ressarcimento do paciente conveniado do plano de saúde, auxiliando que não haja o ganho duplo do plano de saúde”, colocou.

Os representantes do Ministério da Saúde mencionaram de forma sintética as propostas de Política de Informação e Informática em Saúde (PIIS), em consulta pública, e a estratégia de saúde digital, calcada em cima da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS). O diretor do DataSUS, Jackson Barros, explicou que a estratégia visa integrar os dados no SUS e servir como referência para a adoção de novas tecnologias de informação e comunicação no setor.

“Não dá para falar mais em não usar a tecnologia para equilibrar demanda e oferta. Podemos usar a tecnologia para fazer mais com os mesmos recursos. Temos que investir muito nisso. Temos que ter paciência, porque a tecnologia tem que alcançar as pessoas. O projeto Conectesus materializa tudo isso para o que o mais vulnerável tenha acesso à informação”, disse.

O assessor técnico do Conass, Nereu Mansano,  apontou para a importância da estratégia, mas ressaltou que esta tem que ser uma política de Estado, e não de governo. Ele avaliou que o principal problema não é a definição de planos, mas o cumprimento destes. O que ocorre pelas trocas de gestão dos executivos em todas as esferas. Diante disso, enfatizaram a importância de assegurar a continuidade da implementação deste planejamento.

Pandemia

A equipe do Ministério da Saúde apresentou números do boletim epidemiológico de covid-19 desta semana aos secretários estaduais e municipais. O ministro Eduardo Pazuello assinalou que as curvas de evolução de casos e óbitos possuem trajetórias diferentes por regiões, com maior participação do Sudeste, Centro-Oeste e Sul, enquanto no Norte e Nordeste a queda é mais expressiva.

Em relação ao acréscimo de casos de óbitos de estados do Norte e Nordeste revelados pelo boletim epidemiológico, o Pazuello atribuiu o fato ao crescimento de registros causado pela mudança da forma de diagnóstico, incluindo análise clínica.


Agência Brasil

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