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07 de August de 2020

OPERAÇÃO CIFRÃO

TRF5 suspende investigações sobre suposto desvio de verbas do SESI

10/07/2020 | 21h20min
Foto: Divulgação/PF

O desembargador federal do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, Élio Siqueira Filho, decidiu suspender, na tarde desta sexta-feira (10), as investigações no âmbito da Operação Cifrão, deflagrada no dia 2 de julho, de supostas fraudes no desvio de mais de R$ 2 milhões no Sistema Social de Indústria da Paraíba.

Segundo o TRF5, “o desembargador federal Élio Siqueira, relator, considera que há indícios de que os fatos em investigação na chamada Operação Cifrão dizem respeito ao suposto desvio de recursos próprios do SESI e não de recursos públicos federais”. Nesse caso, o magistrado entende que “isso irá repercutir na definição da competência para o caso, conforme jurisprudência do STF, se da Justiça Estadual ou da Justiça Federal”.

Então, de acordo com o desembargador, “para evitar futura alegação de nulidade, resolveu suspender o Inquérito Policial nº 281/2019, até o julgamento do Habeas Corpus pelo Colegiado, após colher as informações da autoridade impetrada e o pronunciamento do Ministério Público Federal”.

Élio Siqueira tomou essa decisão em atendimento a pedidos de investigados, como o presidente da Federação das Indústrias da Paraíba, Buega Gadelha, um dos alvos de mandado de busca e apreensão.

Entenda o caso

A Operação Cifrão investiga um esquema criminoso de fraude em licitações, desvio de recursos públicos e lavagem de ativos, envolvendo obras executadas pelo Sesi (Serviço Social da Indústria) no Estado e cumpriu 28 mandados de buscas a apreensão.

Conforme as investigações, nada menos do que R$ 7,6 milhões teriam sido movimentados em João Pessoa, Campina Grande, Bayeux, Patos, Sousa e Rio Tinto.

A operação é resultado de atuação conjunta do Ministério Público Federal, Polícia Federal, Controladoria-Geral da União e do Gaeco, a força tarefa que identificou fraudes em licitações bem como vínculos entre empresas licitantes e pessoas ligadas ao sistema “S” da Paraíba (Fiep e Sesi).

Dentre os nomes indiciados constam do empresário Francisco Benevides (Buega) Gadelha e Marcone Taddadt Rocha, diretor do Sesi. Alvo da Operação Cifrão, Buega) Gadelha,  já havia sido preso na Operação Fantoche, em fevereiro de 2019.


Redação

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