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12 de July de 2020

OPERAÇÃO TÂNATOS

Caso Marielle: Polícia e MP-RJ fazem operação contra integrantes do ‘escritório do crime’

30/06/2020 | 09h33min
Foto: reprodução/Globonews

A Polícia Civil e o MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) deflagrou nesta terça-feira (30) a Operação Tânatos, que é um esdobramento da investigação sobre os assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em março de 2018.

A operação desta terça atua contra integrantes dos chamado escritório do crime, uma milícia com atuação na zona oeste da capital fluminense, que agiria realizando homicídios por encomenda.

Estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão, além de pedidos de prisão de denunciados por compor a organização criminosa. Foram presos no início da manhã Leonardo Gouvêa da Silva, vulgo MAD, e Leandro Gouvêa da Silva, conhecido como Tonhão.

Segundo o Ministério Público, a operação é resultante de três denúncias sobre supostos crimes cometidos pelo grupo, que possuía ligação com Adriano Magalhães da Nóbrega, conhecido como Capitão Adriano, “que exercia forte influência sobre o bando” e foi morto em fevereiro deste ano durante operação que buscava prendê-lo na Bahia.

Adriano, de acordo com o MP, é apontado como mandante do homicídio de Marcelo Diotti da Mata, na noite do dia 14 de março de 2018, mesmo dia em que Marielle e Anderson foram assassinados. Diotti seria visto como desafeto do grupo, segundo a investigação, e já havia sido preso por homicídio e exploração de máquinas de caça-níqueis.

Além disso, o grupo também é apontado como autor da tentativa de assassinato do PM reformado Anderson Cláudio da Silva, o Andinho, e do também PM Natalino dos Santos Rodrigues, em janeiro de 2018, em Bangu. O primeiro não foi atingido pelos disparos e o segundo, apesar de baleado, sobreviveu ao ataque.

De acordo com a promotoria, Leonardo exerce a chefia sobre os demais e seu irmão, Leandro, atua como motorista do grupo, tendo ainda como tarefa o levantamento, a vigilância e o monitoramento das vítimas.

Outros dois denunciados cumprem funções semelhantes, sendo ainda braços armados: João Luiz da Silva, o Gago, e Anderson de Souza Oliveira, o Mugão, ambos ex-policiais militares.

A ação, batizada de Tânatos, numa referência ao ‘Deus da Morte’ na mitologia grega.


Redação

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