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13 de July de 2020

AVALIAR OUTRAS MEDIDAS

Aras se manifesta contra a apreensão do celular de Bolsonaro e passa decisão para o STF

28/05/2020 | 11h00min
O procurador-geral da República, Augusto Aras — Foto: Adriano Machado/Reuters

O procurador-geral da República, Augusto Aras, se manifestou contrario ao pedido feito pelo PDT, PSB e PV para que o celular do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fosse apreendido.

As legendas partidárias fizeram a solicitação para que a apreensão fosse inserida nas investigações sobre suposta interferência de Bolsonaro na Polícia Federal (PF), como citou o ex-ministro da Justiça Sergio Moro.

No entanto, Aras não descartou avaliar outras medidas dentro do inquérito. “Ao tempo em que informa que as diligências necessárias serão avaliadas na apuração em curso, manifesta-se pela negativa de seguimento aos requerimentos formulados”, escreveu, ontem à noite, ao procurador-geral ao ministro do STF Celso de Mello, relator do pedido dos partidos e do inquérito.

Sem prazo para qualquer definição, o ministro Celso de Mello é quem vai apreciar se o celular do presidente deve ou não ser apreendido.

Na semana passada, a notícia de que Celso de Mello havia solicitado que a PGR se pronunciasse a respeito do assunto causou reações de Bolsonaro e de seus ministros palacianos.

O presidente chegou a dizer, na última sexta, que não entregaria seu celular. Já o ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), Augusto Heleno, disse que a apreensão do aparelho poderia trazer “consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional”.


Redação

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