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30 de May de 2020

ATENÇÃO

Coronavírus: infectologista alerta para risco de ‘escapadinhas’ durante quarentena

06/04/2020 | 09h50min
Polícia aborda amigos que faziam ‘confraternização’ em casa – Foto: reprodução

Após duas semanas de isolamento, ficar em casa tem sido desafiador para algumas pessoas e a tentação de dar uma ‘saidinha’ durante a quarentena pode até parecer inocente, mas a infectologista Márcia Yamamura da Universidade de Federal de São Paulo (Unifesp) de São José dos Campos (SP) alerta para os problemas coletivos que a quebra da quarentena pode ocasionar.

“Quebrar o isolamento causa impacto sim, porque se todo mundo pensar que é só uma saidinha inocente e que não vai acontecer nada, então vamos todos voltar para as nossas atividades rotineiras e vamos acabar expondo as pessoas ao risco de serem contaminadas, principalmente o grupo de risco”, explica a especialista.

Ainda de acordo com a infectologista, tudo que estamos vivendo durante a pandemia é novo e leva um tempo de adaptação, mas é preciso respeitar as regras, já que o novo coronavírus pode causar grandes complicações aos pacientes e o isolamento é a melhor forma de prevenção.

“Em um primeiro momento vivemos uma negação: ‘como assim vou perder minha liberdade de ir e vir? Vou ficar isolada?’. É uma situação nova para todos, mas precisamos respeitar as regras, porque ainda não temos um tratamento eficaz ou vacina e nossa meta é evitar espalhar o vírus para todo mundo”, afirmou a médica.

A infectologista reforça que mesmo sem sintomas da doença, a pessoa pode estar infectada e acabar contaminando outras pessoas. “Você pode sim estar transmitindo o vírus e não saber, porque muitas pessoas que estão infectadas são assintomáticas. Uma fala, uma tosse ou um espirro podem transmitir o vírus”, disse.

Dica

Além de manter as regras de higiene, distanciamento e ficar em isolamento para quem tem essa opção, a infectologista deu dicas para quem mora em apartamento e deseja sair um pouco de casa, ainda respeitando a quarentena.

“As pessoas estão se dividindo nos condomínios para que cada hora uma família desça para o pátio e fique um pouco, brinque. Há possibilidades para entrar em acordo com a comunidade local para evitar aglomeração e ainda assim sobreviver a essa fase que é tão difícil. Tudo vai passar, mas para isso é importante seguir as regras”, contou a médica.


G1

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