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04 de June de 2020

FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTOS

Ronaldinho e Assis serão mantidos presos no Paraguai por determinação da Justiça

07/03/2020 | 18h44min

Neste sábado (7), a juíza Clara Ruiz Díaz determinou a manutenção da prisão preventiva do ex-jogador Ronaldinho Gaúcho e de Assis, seu irmão e empresário, pelo suposto envolvimento em um caso de falsificação de passaportes.

Eles vão continuar detidos no complexo da Agrupação Especializada da Polícia Nacional do Paraguai, onde passaram a última noite em uma cela após pedido de detenção pela Procuradoria Geral.

A decisão foi tomada após a realização de uma audiência de custódia, onde o ex-craque e o irmão chegaram algemados. Ronaldinho chegou a cobrir as mãos com uma camisa para que ninguém pudesse registrar ele com as algemas. A recomendação foi do Ministério Público, através do promotor da unidade especializada de delitos econômicos Osmar Legal, que temia a possibilidade de fuga dos ex-atleta e seu irmão. A defesa ainda sugeriu a adoção do regime de prisão domiciliar.

O promotor também solicitou a prisão da Dalia López, empresária paraguaia responsável pelo convite para Ronaldinho viajar ao Paraguai para a participação de eventos nesta semana. Antes, Wilmondes Sousa Lira, brasileiro de 45 anos, foi preso pela polícia pela acusação de ter fornecido os passaportes falsos aos ex-jogadores.

O caso vem se arrastando desde a noite de quarta-feira, quando o ex-jogador e seu irmão e empresário foram alvos de busca da polícia do Paraguai no quarto de hotel em que estavam pelo uso de uma identidade e um passaporte paraguaios, ambos falsos.

Na quinta-feira, o Ministério Público do país havia decidido não abrir processo formal contra Ronaldinho e Assis. Na sexta, porém, o juiz Mirko Valinotti, do Juizado Penal de Garantias de Assunção, não aceitou a recomendação e deu 10 dias para a promotoria investigar o caso e dar o parecer definitivo.

Com isso, o caso foi para a Procuradoria Geral, que pediu a prisão preventiva do pentacampeão com a seleção brasileira na Copa do Mundo de 2002, e de Assis, que atua como seu empresário. A prisão aconteceu quando os dois haviam trocado de hotel em Assunção.

Na sexta, antes da prisão, o promotor Federico Delfino chegou a declarar que os investigadores detectaram que o pedido de naturalização paraguaia de Ronaldinho e o irmão foi registrado no Departamento de Migração do Paraguai. O ex-jogador e seu irmão declararam que não solicitaram esse procedimento e o Ministério Público, então, investigará um possível esquema de falsificação de documentos que envolve funcionários públicos e pessoas do setor privado.


Redação

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