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31 de March de 2020

Solar, do Mamamoo, chama atenção para o dia de combate à mutilação genital feminina

07/02/2020 | 11h12min
Foto: YouTube / Reprodução

A cantora de K-pop Kim Yong-sun, mais conhecida como Solar, do grupo Mamamoo, gravou um vídeo para seu canal no YouTube para conscientizar seus seguidores sobre o Dia de Tolerância Zero à mutilação genital feminina (MGF), que é lembrado todo 6 de fevereiro pela Organização das Nações Unidas (ONU). O problema ainda é muito presente apesar das campanhas de combate a essa violenta prática que, de acordo com dados divulgados pela ONU nesta quinta-feira, levará séculos para ser erradicada.

— Elas precisam da nossa atenção e suporte, nós não precisamos fazer ‘grandes coisas’, mas por hoje, pesquisem, falem sobre e rezem por isso com todo seu coração. Vamos fazer desse mundo um lugar melhor — disse a idol, segundo tradução da fanbase @MOOMOOsBR.

Solar também divulgou o site da campanha “Because I am a girl” (Por ser menina, em português), da ONG Plan International, que ajuda meninas pelo mundo, incluindo as vítimas de MGF, visando a combatê-la.

— Fui até a área de ‘Apoie-nos’ e doei. Não foi muito, mas doei para mostrar meu apoio. Para as pessoas que estão assistindo a esse vídeo, depois de se conscientizarem e pensarem sobre isso, creio que seu apoio dará forças para quem sofre com a mutilação genital feminina — explicou.

A cantora defendeu essa atitude de falar sobre o tema, divulgando formas de ajudar as vítimas, e não mantê-lo escondido, mesmo que não possa fazer muito para erradicar essa violência contra as meninas.

— Você pode pensar ‘Fará alguma diferença eu apenas saber sobre isso?’, mas creio que realmente fará diferença. Se todos dermos atenção e promovermos a conscientização, o entendimento da sociedade vai mudar — ressaltou.

O vídeo dela repercutiu nas redes sociais, propagando informações entre os fãs sobre a situação que atinge pelo menos 200 milhões de meninas e mulheres em todo o mundo, segundo a ONU, causando vários problemas de saúde mental e física.

Uma menina de 12 anos morreu recentemente no Egito após ser submetida a essa prática, que envolve a remoção parcial ou total da genitália externa. Às vezes, a abertura vaginal é costurada.

Embora seja algo mais comum de ser encontrado na África, a UNICEF diz que também ocorre em países da Ásia, do Oriente Médio, da Europa Oriental e da América Latina.


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