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07 de April de 2020

EPIDEMIA

China acusa EUA de espalhar pânico por causa do novo coronavírus

04/02/2020 | 12h36min

A China acusou os Estados Unidos de criar e espalhar o pânico por causa do surto do novo coronavírus. Na Califórnia, 195 americanos estão em quarentena em tendas, numa base militar. Eles chegaram da cidade de Wuhan, na China, considerada o epicentro do surto.

Desde domingo (2), os Estados Unidos impedem a entrada de visitantes estrangeiros que tenham estado na China há menos de 15 dias.

Nesta segunda-feira (3), a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China acusou os Estados Unidos de espalharem pânico sobre o surto com as novas medidas e disse que isso dá um exemplo ruim.

Numa reunião da Organização Mundial da Saúde, em Genebra, na Suíça, o representante chinês criticou países que impuseram restrições de viagens e de negócios, mas não citou nomes. Ele afirmou que essas medidas são seriamente contrárias às recomendações da OMS. O representante dos Estados Unidos defendeu que as medidas são baseadas nas evidências disponíveis sobre a propagação do novo coronavírus e que seguem as recomendações da OMS. Mas não é bem assim.

A OMS não recomenda restrições de viagens ou negócios. Segundo a organização, não há evidências de que essas medidas sejam eficientes durante emergências públicas, e qualquer ação que promova estigma ou discriminação é considerada um desrespeito aos acordos internacionais.

Nesta segunda, o diretor-geral da OMS reiterou que não há motivo para medidas que interfiram em viagens internacionais.

“Nossa conexão global é uma fraqueza neste surto, mas também é nossa maior força”, ele disse.

Mas, além dos Estados Unidos, pelo menos outros 12 países também anunciaram restrições à entrada de estrangeiros que tenham visitado a China recentemente.

Pelo menos cinco países anunciaram medidas que restringem viagens de cidadãos chineses, como a emissão de vistos. Rússia, Mongólia e Coreia do Norte fecharam as fronteiras com a China. O governo russo também anunciou que pode deportar estrangeiros contaminados com o novo coronavírus.

Companhias aéreas de 38 países reduziram ou suspenderam os voos de e para a China. Na contramão desses países, o Paquistão anunciou nesta segunda que vai retomar os voos para cidades chinesas.

O governo chinês se queixa do isolamento crescente do país, mas a própria China impôs restrições às viagens domésticas. Os 11 milhões de moradores de Wuhan estão proibidos de deixar a cidade. Ao mesmo tempo em que colocam barreiras aos estrangeiros, diversos países trabalham para repatriar cidadãos que estão em Wuhan.

Nos Estados Unidos, são 11 casos confirmados, dois foram transmitidos de pessoa para pessoa, em território americano; 82 casos suspeitos estão sendo investigados.

O governo disse que planeja novos voos para trazer de volta americanos que continuam na China.


Jornal Nacional

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