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01 de April de 2020

INCLUSÃO E DIVERSIDADE

Escola Cidadã Integral se prepara para receber estudantes com necessidades especiais

30/01/2020 | 12h30min
Foto: reprodução

A Escola Cidadã Integral Luzia Simões Bartollini se prepara para iniciar o ano letivo de 2020 com foco na inclusão e na diversidade. A instituição de ensino deve receber estudantes portadores de necessidades especiais e já está realizando os procedimentos para a adequação da escola e a integração dos alunos.

No seu segundo ano desde a implantação do modelo da Escola Cidadã Integral, o Luzia Simões Bartollini segue como uma referência na região dos bairros do Jardim Planalto (onde o colégio é sediado), Jardim Veneza, Oitizeiro e Cruz das armas, se destacando pela qualidade do ensino, pelas práticas integradas e projetos educacionais.

O foco nos estudantes com necessidades especiais vem de uma demanda social crescente. A local onde a escola é sediada e seu entorno registra grande vulnerabilidade social, com muitas famílias de baixa renda, algumas delas em situação de risco.

Diante dessa realidade, a gestão viu como urgente dar prioridade aos alunos com necessidades especiais, como uma forma de promover integração para adolescentes e jovens que não tem condições de pagar para estudar em instituições privadas que melhor atendam suas necessidades educativas específicas.

“Até ano passado a nossa escola não tinha uma estrutura apropriada para atender alunos com necessidades especiais. Esse ano já estamos com três alunos (matriculados) e a nossa intenção é abrir mais portas, já que a educação integral pode ajudar as famílias dos alunos que não tem condições financeiras. Acredito que é um ótimo começo”, avaliou Micaelle Lima, gestora do Luzia Simões Bartollini. “A Escola Cidadã Integral tem como premissa contribuir para a formação de estudantes autônomos, competentes e solidários – e isso passa pela inclusão. O modelo é excelente para acolher todos os perfis de alunos e essa integração potencializa o ensino para alunos com necessidades especiais”, complementou ela.

Um dos três estudantes com necessidades especiais já matriculados na escola para o ano letivo de 2020 é José Caio Sabino Meirelles, de 18 anos, morador do Bairro das Indústrias. Sua mãe, Tereza Cristina Sabino Meirelles, revela que tentou vaga para o filho em várias escolas, sem sucesso. Procurou a Secretaria Estadual de Educação para assegurar a vaga e lá foi encaminhada ao Luzia Simões Bartollini.

“Ele (Caio) sempre foi um menino inteligente e sempre gostou de estudar. Ele não quer deixar de estudar, quer continuar e concluir os estudos. Eu fui na Secretaria pra conseguir vaga pra ele, pois eu não consegui nas escolas que fui, e lá me indicaram essa escola, Luzia Simões Bartollini. Agora Caio está muito ansioso pra começar as aulas”, explica Tereza Cristina.

Sobre estudar no modelo integral, onde os alunos passam dois turnos, (manhã e tarde) na escola, a mãe de Caio avalia ser algo positivo para a educação do filho.

“Acho bom porque ele vai interagir com outras pessoas e ocupar a mente”, concluiu Tereza Cristina.

Caio foi mais ponderado, disse estar preparado para o que vier, mas que está animado e com boas expectativas para a volta às aulas.

“Acho que vai ser uma experiência: pode ser boa, pode ser ruim, tudo pode ser. Gostei da escola, estou muito ansioso pra começar. Quero fazer muitos amigos e ter uma boa relação com os professores”, revelou o jovem.

Direito à educação assegurado

A Constituição brasileira garante o direito ao ensino público e gratuito dos estudantes com necessidades educativas especiais, como cadeirantes, deficientes visuais e auditivos, alunos com alguma dificuldade de mobilidade, com déficit intelectual ou distúrbio de personalidade, dentre outras condições. Nessa perspectiva, é necessário realizar ajustes e adaptações para que haja uma efetiva inclusão desses jovens e adolescentes, com uma integração harmoniosa ao ambiente escolar.

A ECI Luzia Simões já dispõe de rampas de acesso para cadeirantes e adota uma filosofia de valorização do estudante e da sua identidade cultural, bem como promove a integração e o protagonismo juvenil, um dos pilares do modelo da Escola Cidadã Integral da Paraíba. No entanto, são necessários outros recursos como intérprete de libras para alunos surdos, cuidadores para portadores de outras necessidades especiais, material para deficientes visuais, dentre outros.

Sobre isso, a gestora Micaelle Lima explica que esses recursos são assegurados por lei, mas o Estado só pode disponibilizá-los quando comprovada a demanda, ou seja, quando os alunos portadores de necessidades educativas especiais estiverem matriculados e a escola informada das suas respectivas condições.

“Estamos prontos para receber na nossa escola esse público, já há uma preparação nesse sentido desde o ano passado, quando foram implantados ajustes de mobilidade. Porém, precisamos ainda saber quais as reais condições e limitações desses alunos para poder solicitar o suporte do Estado. Só depois desse diagnóstico é que podemos fazer as devidas solicitações à Secretaria de Educação”, explica ela.

Já com três estudantes matriculados e perspectiva de outras matrículas para esse público, a gestão da escola atua para que a inclusão aconteça da forma mais natural possível, respeitando a individualidade dos alunos e os integrando à proposta do modelo da educação integral. “A escola se torna mais humanizada à medida que acolhe alunos especiais”, concluiu Micaelle.

SERVIÇO: 

Matrícula de alunos com necessidades especiais – ECI Luzia Simões Bartollini

Local:  Rua Radialista Geraldo Campos, s/n – Jardim Planalto, CEP 58088-060 – João Pessoa (PB).

Gratuito  


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