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04 de April de 2020

CONFUSÃO

Colégio é acusado de homofobia por tirar bolsa de aluno que foi à aula maquiado

30/01/2020 | 09h10min
Foto: reprodução/pixabay

Dia 27 de janeiro um caso de suposta homofobia em um colégio de João Pessoa foi divulgado nas redes sociais. Um amigo denunciou que dois alunos que teriam perdido as bolsas por serem homossexuais: um deles por ter ido maquiado para a escola e o outro por ter beijado o namorado no corredor.

O caso ganhou repercussão nacional em sites voltados para o público LGBT e o Movimento do Espírito Lilás (MEL) em João Pessoa lembrou que a Paraíba é o primeiro estado do Brasil a ter uma lei que pune homofobia afixada em estabelecimentos.

Nas redes sociais, o aluno lembrou que era atleta e competia representando o colégio, assim como o seu irmão.

Felipe Santos, assessor e co-fundador do MEL disse que o grupo é contra qualquer tipo de descriminação e detalhou o caminho que deve ser percorrido pela entidade. “A informação que temos é que são menores. Vamos acompanhar com todo cuidado que a lei e o Estatuto da Criança e do Adolescente requere para preservar a identidade do estudante. A assessoria jurídica do MEL está acompanhando junto com a comissão da Diversidade Sexual da OAB e Defensoria Pública, com todo aparato que nos dá apoio quando alguém tem o direito violado. Procuramos orientação jurídica para que nenhum estabelecimento, que deveria preservar e ensinar respeito e diversidade, cometa esse tipo de violação”, disse.

O MEL deve ouvir os lados e mediar o conflito. “Vamos recorrer para os alunos não serem prejudicados”, afirmou.

A redação tentou contato com o aluno envolvido, mas devido à exposição anterior, ele não respondeu ao nosso contato. Nas redes sociais, um colega explicitou o fato.

O caso

A escola

Em nota, o colégio afirmou que as acusações são falsas e levianas e que a não faz qualquer tipo de discriminação de gênero, orientação sexual, raça ou qualquer tipo de acepção de pessoas, sejam de dentro do ecossistema da escola ou não.

Confira a nota:

O Colégio Interactivo, ao longo dos seus 20 anos de história em serviços prestados para as famílias paraibanas e sendo referência em ensino de qualidade em João Pessoa, viu com perplexidade as falsas e levianas acusações que foram disseminadas em algumas redes sociais da internet.

Queremos esclarecer a toda a sociedade que o Colégio Interactivo, incluindo toda a direção, todo o corpo docente e demais colaboradores da instituição, não faz qualquer tipo de discriminação de gênero, orientação sexual, raça ou qualquer tipo de acepção de pessoas, sejam de dentro do ecossistema da escola ou não. O Interactivo repudia veementemente tais praticas em suas unidades, tendo, inclusive um programa de prevenção e combate à violência sistemática implementada por meio do Projeto denominado “Atitude”, existente há cerca de quatro anos.

O Colégio Interactivo ainda esclarece que anualmente oferece descontos e bolsas integrais a estudantes, que são concedidas e reavaliadas individualmente e em acordo com critérios claros baseados no desempenho dos alunos, bem como disponibilidade financeira – pontos alinhados previamente entre pais/ responsáveis e escola e em conformidade entre as partes, ressaltando que a não renovação de bolas ou descontos não é impeditivo que o beneficiado continue estudando na escola.

Portanto, a direção da escola deixa claro que é a favor da liberdade de expressão, e que baseia seus valores em ética, lealdade, afetividade, compromisso e cristianismo, bem como investe no conforto no ambiente de estudo e convivência e, essencialmente, nas pessoas que utilizam e usufruem de nossa estrutura e que também acreditam na nossa essência para construir seu futuro sócio-educacional.

A direção.

Outro caso em João Pessoa

No colégio Menino Jesus, que hoje não existe mais, Ana* chegou a ser suspensa no período do Enem. À reportagem do Portal Paraiba.com.br,ela contou que namorava uma outra garota da escola que a beijou para comemorar a nota que ela havia tirado no simulado do ENEM.

O diretor viu o gesto de carinho pelas câmeras de segurança e chamou as mães das adolescentes afirmando que aquela não era a política da escola. Ana reclamou que os casais hétero se beijavam nos corredores e andavam de mãos dadas e que nunca houve problema.

“O diretor me suspendeu em plena época do ENEM. Minha mãe era professora e não pode fazer nada, fui transferida para outra escola, mas como tirei primeiro lugar no simulado, os professores fizeram um abaixo assinado para me trazer de volta”, disse.

*Nome substituído para preservar a identidade da fonte.


Redação

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