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09 de April de 2020

TRAGÉDIA

Manifestantes em Hong Kong fazem vigília por 30 anos de ato de repressão da China

04/06/2019 | 17h21min
Vincent Yu/AP

Milhares de pessoas participaram, nesta terça-feira (4), de uma vigília à luz de velas em Hong Kong para marcar os 30 anos do dia em que tropas chinesas abriram fogo contra estudantes pró-democracia na Praça da Paz Celestial – também conhecida como Praça Tiananmen – em Pequim, na China.

Entre as demandas dos estudantes em 1989 estavam a liberdade de imprensa, de expressão e de manifestação, além da divulgação dos recursos financeiros dos representantes políticos.

“O tema é um dos tabus mais resguardados pela ditadura chinesa. As datas de 3 e 4 de junho – o massacre ocorreu ao longo do fim de semana – são proibidas em mecanismos de busca na China. Para falar no assunto em código, é comum chineses usarem o fictício “35 de maio””,escreve o colunista do G1 Helio Gurovitz.

Hong Kong é a única região sob jurisdição de Pequim que realiza atos públicos significativos sobre a repressão de 1989 e elabora memoriais para suas vítimas.

Os manifestantes desta terça-feira (4) reuniram-se no Victoria Park segurando velas e cartazes. Outros se juntaram ao redor de uma réplica da estátua da deusa da democracia, que foi erguida na Praça da Paz Celestial em 1989. A polícia estimou o público em 37 mil pessoas; os organizadores, em 180 mil.

Na Universidade de Hong Kong, 12 alunos deixaram buquês de flores no “Pilar da Vergonha”, uma escultura do artista dinamarquês Jens Galschiot em homenagens às vítimas da repressão.


G1

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