Cabruêra
03 de dezembro de 2003
 

O Cabruêra é, talvez, a banda paraibana da nova geração de maior sucesso. Sucesso medido pelo número de seguidores que o grupo já tem no nordeste e no resto do país. Depois deles, muitas outras bandas resolveram explorar as raízes culturais nordestinas junto com tudo o que há de novo.

Grupo que se formou em Campina Grande, o que eles fazem, segundo Bráulio Taváres, é "eletrificar cocos, envenenar cirandas, samplear repentes". Ainda segundo o escritor, "Todos tiveram uma história roqueira em seu passado, mesmo que o forró, o coco, a embolada e a cantoria de viola estivessem presentes em outros momentos de suas vidas, não eram, de início, suas opções musicais."

Paraiba.com.br conversou com os "cabras" do Cabruêra e passamos o que nos foi contado para você agora.

Paraiba.com.br - Para começar quem é quem no Cabruêra?
Cabruêra - Arthur Pessoa, voz, acordeon, pandeiro e violão, Zé Guilherme, percussão e vocais, Tom Rocha, percussão e vocais, Fredi Guimarães, violão, percussão e vocais e Fabiano Soarez baixo, voz e percussão.

Paraiba.com.br - Há quanto tempo vocês tocam juntos?
Arthur Pessoa - A maioria de nós toca junto já há muito tempo, mas o Cabruêra é mais recente. Só tem cinco anos. Três com esta fomração.

Paraiba.com.br - Como classificar o som do Cabrûera?
Zé Guilherme - Não é para se encaixar em nenhuma classificação. Nós fazemos música. Não é forró, não é coco, não é rock. É uma mistura, é uma representação do que somos...

Paraiba.com.br - Como anda carreira de vocês?
Arthur Pessoa - Está muito legal. Nós já fomos à Europa algumas vezes para apresentar nosso trabalho. Fizemos shows em vários estados do Brasil e estamos lançando o segundo CD agora, neste fim de ano.

Paraiba.com.br - Onde vocês moram e por que saíram da Paraíba?
Arthur Pessoa - Nós moramos no Rio de Janeiro. O Rio e São Paulo é o lugar onde ficam as grandes gravadoras, onde fica a indústria fonográfica do país. É a porta para novos mercados. Infelizmente para conquistar novos espaços é preciso vir para o sudeste.

Paraiba.com.br - Como vocês foram recebidos por este novo mercado?
Zé Guilherme - Nós estamos conseguindo agradar o público sempre que tocamos. A energia é tão boa que a platéia interage. Eles formam cirandas, pulam dançam...

Paraiba.com.br - Vocês acabam de mudar de gravadora. Como foi esta mudança?
Arthur Pessoa - Cara, foi demais. Nós estamos na Nikita Music que tem um pessoal que foi responsável pelo lançamento de artistas como Daúde, Virginia Rodrigues, Trio Forrozão, de trilhas sonoras como Baile Perfumado, Tieta, Como Ser Solteiro, O Quatrilho e projetos como Casa da Mãe Joana, Tributo aos Mutantes 'Triangulo Sem Bermudas', Tropicália 30 anos, entre outros...

Paraiba.com.br - E o CD novo que novidades traz?
Arthur Pessoa - Nós já andamos fazendo umas apresentações pela Paraíba e inserindo algumas das novas músicas. Ele foi gravado no estúdio "Nas Nuvens", do músico e produtor Liminha e deve estourar.

Paraiba.com.br - E qual é "a boa" quando vocês vêm à Paraíba?
Zé Guilherme - O negócio é ir na feirinha de Tambaú (em João Pessoa) para reencontrar os amigos. Dar uma viajada pelo litoral e uma chegada em Campina Grande. Lá, nós temos muitos amigos, família, namorada... Essa é a boa.

 
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