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11 de dezembro de 2019

NESTA TERÇA

Justiça apresenta resultados do Projeto Sempre Viva no Presídio Júlia Maranhão

02/12/2019 | 17h30min
Luciana Guimarães foi encaminhada para o Centro de Reeducação Feminina Maria Júlia Maranhão. Foto: Reprodução

Resultados do Projeto Sempre Viva serão apresentados nesta terça-feira (3) no
Escutas psicológicas e coleta de dados sobre violência doméstica foram realizadas durante todo o ano 

A coordenadora da Mulher em situação de Violência do Tribunal de Justiça da Paraíba, juíza Graziela Queiroga Gadelha, participará, nesta terça-feira (3), às 9h30, do encerramento dos trabalhos do Projeto Sempre Viva, realizado na Penitenciária Feminina Júlia Maranhão, na Capital paraibana, com vistas a oferecer atendimento psicológico às reeducandas e coletar dados a respeito dos casos de violência doméstica. O Projeto foi viabilizado por meio de uma parceria entre o TJ(Coordenadoria e Vara de Execução Penal da Capital) e o Centro Universitário de João Pessoa (Unipê).

Iniciados durante a 13ª edição do Justiça pela Paz em Casa, em março do corrente ano, os trabalhos foram conduzidos pela professora e psicóloga Leda Maia, coordenadora da pesquisa, e seus alunos do último período do Curso de Psicologia, que realizaram atendimentos individualizados e semanais junto a reeducandas encarceradas, que, voluntariamente, manifestaram interesse em ser acompanhadas pela equipe.

A coordenadora da Mulher do TJ, Graziela Gadelha, afirmou que serão disponibilizados, amanhã, os dados da pesquisa realizada. “Teremos informações científicas sobre a relação dessas mulheres com a violência doméstica. Ouvimos histórias de que muitas são coagidas, sob ameaças, ao tráfico, bem como obrigadas a entrar em presídios para visitar seus companheiros, portando drogas ou telefones celulares. Queremos entender mais a fundo essa circunstância”, explicou. 

Graziela explicou, ainda, que, com o embasamento de uma pesquisa científica acerca da violência doméstica, é possível buscar as políticas públicas adequadas para essas mulheres. “Queremos conhecer essas histórias, os índices, os casos. A partir daí, a rede de enfrentamento à violência doméstica será acionada para oferecermos a assistência adequada”, enfatizou.

Por Gabriela Parente / Gecom/TJPB


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