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17 de setembro de 2019

APÓS MANIFESTAÇÕES

Chefe do governo de Hong Kong desiste de polêmica lei de extradição

09/07/2019 | 12h14min
A chefe de governo de Hong Kong, Carrie Lam — Foto: Anthony Wallace / AFP Photo

A chefe do governo de Hong Kong, Carrie Lam, desistiu nesta terça-feira (9) do polêmico projeto de lei de extradição, que encontrou forte oposição de diversos setores da sociedade e provocou uma onda de protestos no último mês.

“Dou como morto o projeto de lei de extradição”, disse a governante, acrescentando que os trabalhos para desenvolver esta legislação foram “um completo fracasso”.

Carrie Lam não deixou claro se a lei é retirada de forma eficaz, conforme exigido pelos opositores, mas sugeriu que o Legislativo não pretende continuar com a sua tramitação.

Além disso, anunciou a criação de um comitê de investigação independente para supervisionar a ação policial durante os protestos que assolaram a cidade durante o mês passado, bem como o estabelecimento de uma plataforma para o diálogo com os oponentes da lei.

“Vou publicar o resultado deste relatório para que todos saibam o que aconteceu durante o último mês, as pessoas que participaram, tanto os manifestantes quanto os policiais, poderão fornecer evidências sobre o que aconteceu”, disse.

A chefe do governo assumiu “total responsabilidade” pela crise, mas não atendeu a uma das principais reivindicações dos manifestantes, que era sua renúncia, e pediu “uma oportunidade, o tempo e o espaço” para devolver Hong Kong à normalidade.

Assim, é necessário “baixar a tensão”, disse Lam, pedindo a participação de “toda a sociedade” nesta jornada rumo à tranquilidade da cidade. “Nossa missão é fazer com que os cidadãos tenham a confiança necessária em nosso governo”, acrescentou.

Manifestantes no lobby do prédio do Parlamento em Hong Kong na segunda-feira (1º). — Foto: Tyrone Siu / Reuters

Manifestantes no lobby do prédio do Parlamento em Hong Kong na segunda-feira (1º). — Foto: Tyrone Siu / Reuters

Carrie Lam falou sobre os jovens, protagonistas da última rodada de protestos, que culminaram na invasão do parlamento: “Temos que ouvir as gerações mais jovens e de diferentes setores para saber o que pensam”, disse, anunciando em seguida a criação de “uma plataforma para diálogo mais aberto” com universidades e estudantes.

O que aconteceu, reconheceu, “reflete que existem problemas mais profundos que não devemos ignorar”, mas “nos colocamos para trabalhar e resolvê-los”.

As declarações de Carrie Lam acontecem depois de quase um mês de protestos em Hong Kong, com vários deles ultrapassando um milhão de participantes, segundo seus organizadores, e que chegaram a um ponto de inflexão na semana passada após a ocupação do Conselho Legislativo de Hong Kong.


EFE

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