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26 de junho de 2019

POLÊMICA

Partido Conservador anuncia candidatos para substituir premiê britânica Theresa May; veja lista

10/06/2019 | 03h44min

Dez candidatos foram anunciados, nesta segunda-feira (10), para substituir Theresa May como líder do Partido Conservador e, consequentemente, no cargo de primeiro-ministro do Reino Unido.

May deixou liderança do partido – que tem a maioria no Parlamento – no dia 7 de junho, mas permanece como primeira-ministra até que seu sucessor seja anunciado, o que deve acontecer na semana de 22 de julho, segundo o conselho do Partido Conservador.

A primeira rodada de votação, para começar a reduzir o número de candidatos aos dois últimos, será na manhã de quinta-feira (13), segundo o jornal britânico “The Guardian”. Os primeiros resultados devem sair às 13 horas (9 horas em Brasília).

Veja a lista de candidatos:

  • Andrea Leadsom, parlamentar. Em 2016, disputou com May o cargo de primeira-ministra;
  • Boris Johnson, parlamentar, ex-ministro de Relações Exteriores e ex-prefeito de Londres, um dos líderes da campanha do Brexit;
Boris Jonsohn deixa sua casa em Londres nesta segunda-feira (10) — Foto: Hannah Mc Kay/Reuters

Boris Jonsohn deixa sua casa em Londres nesta segunda-feira (10) — Foto: Hannah Mc Kay/Reuters

  • Dominic Raab, ex-ministro da Justiça e ex-ministro do Brexit, defendia a saída da União Europeia antes mesmo do referendo de 2016;
Dominic Raab deixa Downing Street, em Londres, em imagem de 14 de novembro — Foto: Ben Stansall / AFP

Dominic Raab deixa Downing Street, em Londres, em imagem de 14 de novembro — Foto: Ben Stansall / AFP

  • Esther McVey, parlamentar e ex-secretária de Trabalho e Aposentadoria, defende um Brexit com ou sem acordo;
  • Jeremy Hunt, ministro de Relações Exteriores, atuou na campanha pela permanência na UE, mas atualmente defende o Brexit;
  • Mark Harper, parlamentar, também defendeu a permanência, mas agora acredita que a melhor solução é um Brexit com acordo;
  • Matt Hancock, ministro da Saúde e ex-ministro da Cultura, também defendia a permanência, mas atualmente prefere a saída com um acordo;
  • Michael Gove, ministro do Meio Ambiente, liderou a campanha pela saída da União Europeia durante o plebiscito em 2016 e concorreu ao cargo de primeiro-ministro no mesmo ano;
Ministro britânico do Meio Ambiente, Michael Gove, em foto de 14 de maio — Foto: Reuters/Hannah Mckay

Ministro britânico do Meio Ambiente, Michael Gove, em foto de 14 de maio — Foto: Reuters/Hannah Mckay

  • Rory Stewart, ministro de Desenvolvimento Internacional, fez campanha pela permanência na UE, mas diz ter “aceitado” o Brexit;
  • Sajid Javid, ministro do Interior, apoiou a permanência em 2016, mas diz que o fez ‘com o coração pesado e sem entusiasmo’.

Votações

Cada um dos candidatos precisa ter o apoio de pelo menos 8 colegas de partido para seguir adiante. Em seguida, deve obter 5% dos votos em uma primeira votação e 10% na segunda, o que equivale a 16 e 32 deputados, respectivamente.

A partir daí, é eliminado o que tiver menos votos, e o processo continua com esta regra até que restem apenas dois.

Serão realizados então uma série de encontros entre candidatos e eleitores, seguidos por uma votação pelo correio, da qual participarão 124 mil membros registrados do Partido Conservador.

Recesso de verão

A data para a divulgação do nome do novo primeiro-ministro poderá coincidir com o recesso de verão do Parlamento, que ainda não teve seu início informado.

Mel Stride, líder do Partido Conservador na Câmara dos Comuns, disse ao jornal “Independent” que não pode garantir que os prazos não coincidam.

Caso isso aconteça, o novo premiê teria quase dois meses no cargo antes que pudesse ser questionado pelos parlamentares, em setembro, atrapalhando os planos do Partido Trabalhista, que já afirmou que irá propor uma moção de confiança ao novo líder assim que ele tomar posse.

Dominic Raab, ex-secretário do Brexit que renunciou ao cargo em 2018 e é um dos candidatos, irritou colegas de seu próprio partido ao sugerir que, caso seja eleito, poderia estender o recesso, fazendo com que os parlamentares permaneçam afastados até o fim de outubro. Desta forma, eles não poderiam tentar bloquear um Brexit sem acordo, que ele defende.


G1

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