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20 de agosto de 2019

ABRE JURISPRUDÊNCIA

Justiça manda plano de saúde custear tratamento com cannabis

01/06/2019 | 15h40min
Reprodução

A Justiça do estado de Pernambuco concedeu o direito de uma criança autista e com vários outros problemas de saúde, a ter o tratamento com óleo de cannabis custeado totalmente pelo plano de saúde. O caso aconteceu esta semana e abriu nova jurisprudência para que outros pacientes possam utilizar a maconha medicinal.

A decisão judicial determinou a aquisição do óleo produzido pela Associação Brasileira de Apoio Cannabis Esperança  (Abrace Esperança) para o menino Nicolas Cavalcanti, sete anos. Ele usa o óleo há dois anos e a melhora em sua saúde pôde ser devidamente provada, através de exames laboratoriais e laudos médicos. 

A mãe da criança, a funcionária pública federal, Carolina Nóbrega, 39 anos, contou que chegou a se desfazer de todos os seus pertences para custear um tratamento medicamentoso que não rendeu bons resultados. Com formação em odontologia e conhecendo a área da saúde, ela decidiu ir de encontro às crenças de alguns médicos e começar a usar cannabis. 
“No inicio, o tratamento do meu filho era seccional, cada um cuidava de uma coisa, e eu vendi tudo,  fomos para os melhores hospitais de São Paulo, e ele dava uma melhorada e depois piorava. Ele piorou a um ponto de não ter mais qualidade de vida, não tinha mais para que viver”, detalhou Carolina. 

Convivendo com este dia a dia do filho, ela foi informada sobre a possibilidade de tratar o autismo e a epilepsia com cannabis. Foi então que ela conheceu o preconceito e viu que precisaria de coragem. 
“Quando eu conheci a Abrace, eu voltei para São Paulo com essa alternativa do óleo e fui rechaçada veementemente há dois anos. Os médicos que atendiam meu filho diziam que eu ia ter que voltar lá para consertar a ‘besteira’ que eu ia fazer. Quando eu voltei para os médicos,  eles me disseram ‘eu não sei o que foi feito,  mas ele está infinitamente melhor’”, afirmou. 

A melhora na condição da criança foi vista tanto de forma clínica quanto de exames. Nicolas teve reação positiva em seu eletroencefalograma e isso foi o ponta pé inicial para provar que cannabis promove saúde e qualidade de vida. 

“Os laudos comprovaram a melhora do quadro dele, eu fiz isso para meu filho ter direito à saúde e para ser referência para outras mães, porque salvar vidas não é só dar a condição de estar vivo, mas principalmente dar uma expectativa de viver com qualidade e é isso que eu estou vendo no meu filho”, declarou Carolina. 

Desde que começou a usar o óleo, ele não teve nenhuma oura crise epileptica. Além disso, o garoto teve solução para os efeitos posteriores da polimedicação que foi usada antes.

Em fevereiro, uma decisão judicial em Roraima já tornava a maconha medicinal uma realidade para a vida de pacientes. Agora, a Justiça de Pernambuco deu mais uma vitória para uma criança que tanta precisava.


Assessoria de imprensa - Abrace Esperança

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